A tensão geopolítica entre EUA, Israel e Irã pode ter um novo campo de batalha: o mundo digital. Em um boletim emitido no domingo (16), o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) alertou que hackers apoiados pelo governo iraniano devem intensificar ataques contra infraestruturas e redes americanas.
Segundo o boletim do Sistema Nacional de Aconselhamento sobre Terrorismo, ataques cibernéticos de baixo nível por grupos hacktivistas são “prováveis”. O documento afirma ainda que hackers ligados ao Estado iraniano têm o hábito de explorar falhas em redes mal protegidas e dispositivos conectados à internet para causar interrupções operacionais e vazamento de dados.
O que motivou o alerta?
O aviso veio poucos dias após bombardeios aéreos coordenados pelos EUA e Israel contra instalações nucleares no Irã — ação que, segundo fontes da TechCrunch, coincidiu com uma ofensiva digital liderada por um grupo de hackers pró-Israel conhecido como Predatory Sparrow.
Durante essa ofensiva digital:
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Um dos principais bancos iranianos foi invadido.
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A maior corretora de criptomoedas do Irã teve milhões em criptoativos destruídos.
Como resposta imediata, o governo iraniano desligou a internet em grande parte do país, uma tentativa clara de conter possíveis novas invasões cibernéticas.
O histórico cibernético do Irã
O Irã já é conhecido por suas operações cibernéticas ofensivas — desde espionagem contra políticos e autoridades americanas até ataques diretos a empresas e grandes plataformas tecnológicas. Essas ações geralmente exploram:
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Vulnerabilidades conhecidas e não corrigidas;
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Senhas vazadas ou fracas;
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Dispositivos IoT (Internet das Coisas) mal configurados.
Grupos patrocinados pelo Estado iraniano costumam lançar ataques coordenados, seja com fins políticos, estratégicos ou financeiros — muitas vezes mirando na infraestrutura crítica ou em setores sensíveis da economia americana.
Risco crescente para empresas e usuários
O boletim também serve como um alerta direto para empresas privadas e cidadãos comuns. O DHS destaca que infraestruturas mal protegidas, como servidores sem atualizações, roteadores antigos e dispositivos conectados à internet, são alvos preferenciais. Isso reforça a importância de manter políticas rígidas de segurança digital, incluindo:
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Uso de autenticação multifator (MFA);
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Atualização frequente de sistemas;
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Monitoramento constante de acessos e vulnerabilidades.
A notícia ganhou repercussão nas principais plataformas de tecnologia, destacando os riscos crescentes de ciberataques em tempos de instabilidade internacional.