A Oi decretou falência — e não foi apenas mais um capítulo de crise: é uma sacudida que ressoa em todos os setores que dependem de infraestrutura, inovação e confiança.
Nesta segunda-feira (10/11/2025) a Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou a convolação da recuperação judicial da Oi em falência, baseando-se na constatação de que a empresa chegou a uma “insolvência técnica” e seu patrimônio está praticamente esvaziado.
🧭 O que aconteceu de fato
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A decisão foi proferida pela 7ª Vara Empresarial do TJ-RJ.
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Em outubro, dívidas com fornecedores fora do processo de recuperação alcançaram cerca de R$ 1,7 bilhão, um aumento de aproximadamente R$ 500 milhões em relação a junho.
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A empresa tinha receita mensal estimada em torno de R$ 200 milhões, enquanto seu passivo não dava sinais de controle.
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A juíza considerou que “a empresa está em situação de liquidação substancial”, ou seja: vendeu, alienou ativos, deixou de operar com segurança.
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A falência se aplica também às subsidiárias da Oi, inclusive estrangeiras.
⚠️ Por que isso importa — especialmente para quem está no mundo da tecnologia e TI
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A Oi não era apenas mais uma empresa de telecom: ela operava em milhares de localidades (cerca de sete mil no país) e atendia contratos públicos críticos – serviços de emergência, órgãos estatais, conectividade em regiões remotas.
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Para empresas de TI, provedores de serviços, integradores e clientes corporações, há risco real de interrupção de serviços, negócios impactados ou necessidade de migração rápida para outros fornecedores.
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Situações como esta reforçam que ter dependência de infraestrutura de terceiros exige preparação: backups, alternativas de fornecedor, cláusulas contratuais que prevejam falhas ou insolvência de parceiros.
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Para investidores e credores: o caminho é tortuoso. Só receberão recursos depois de liquidação de ativos — e, como no caso da Oi, o cenário de sobra de recursos é improvável.
🔍 Lições estratégicas e aprendizados para o mercado
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Gestão de risco: A falência da Oi mostra que mesmo empresas grandes, com história e contratos sólidos, podem sucumbir se estrutura, governança e finanças não estiverem alinhadas.
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Infraestrutura crítica não pode ser tratada como opcional: Se a sua empresa depende de telecomunicações ou conectividade — ou provê isso — precisa incluir falência de fornecedor como cenário plausível e se preparar.
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Recuperação judicial não é garantia de salvação: A Oi estava em recuperação há quase uma década e, ainda assim, não conseguiu reverter sua trajetória.
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Valor de marca + dependência vs. viabilidade real: A Oi tinha reconhecimento, contratos públicos e presença nacional, mas isso não foi suficiente para sustentar a operação. O ativo humano, a tecnologia, a infraestrutura e o caixa contaram mais.
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Comunicação & governança: A decisão da juíza critica a gestão como sendo “arremedo de empresa” usada como subterfúgio para dilapidação do patrimônio. Isso serve de alerta para sócios, conselheiros e gestores corporativos.
📌 O que vem a seguir
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Agora, a operadora seguirá funcionando provisoriamente para garantir continuidade dos serviços essenciais até que seus ativos sejam vendidos ou seus contratos remanejados.
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Os credores deverão se manifestar, haverá assembléia para comitê de credores, bloqueio de caixa e dos ativos da empresa até que o administrador judicial apresente relatório.
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Para o mercado de telecom, TI e serviços associados, isso pode significar: aumento de concorrência por contratos que eram da Oi, pressão por garantir qualidade e continuidade, e oportunidades para empresas mais ágeis assumirem espaço.
✅ Conclusão
Maravilhosa, para quem atua no universo de TI, telecom ou serviços corporativos, este é um momento chave para reflexão e ação. A falência da Oi é mais do que a queda de uma empresa – é um lembrete de que infraestrutura + finanças + governança devem caminhar juntas.
Se você está estruturalmente dependente de um fornecedor ou parceiro com risco elevado, talvez seja hora de revisar contrato, preparar plano B e garantir que sua operação não fique vulnerável.